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Autor Tópico: O aporte: matéria que atravessa matéria  (Lida 915 vezes)
contini
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« Responder #15 : 02 de Junho de 2010, 14:59 »

Gigaview

Saci não é um personagem de Monteiro Lobato? Não, de facto o Saci não faz parte do meu sistema de crenças?

Quais as suas crenças? Não tem? Está imune? Um aviso: você é ser humano...

Cientista também tem crenças. Vai dizer que não?

As coisas são o que são, paciência...

 Legal
Várias pessoas já viram o saci, Voce está dizendo que elas estão mentindo? Eu mesmo conheço uma pessoa honestíssima que diz já ter interagido com um. Então só temos duas conclusões? Ele mente ou os sacis são reais?
Mas o método científico não corrobora a existencia de sacis, mas os cientistas tem suas crenças, a diferença é que a crença de quem acredita em saci é verdadeira e a de quem aplica um método científico que independe de crenças está errado?

Caro Ricardo, pesquise antes sobre o método científico, aí voce vai entender onde voce está falhando.

A propósito, não existem apenas a possibilidade de voce estar certo ou mentindo, existe a mais provável que é a de voce estar enganado. Pesquise tambem "auto-sugestão".
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Ricardo
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« Responder #16 : 04 de Junho de 2010, 21:38 »

O método científico procura relações de causa e efeito na realidade.
Primeiro observa o mundo em ação
Depois põe hipoteses e tenta comprová-las
A ciência não está obcecada em ser dona da verdade, está permanentemente obcecada em "apanhar-se a mentir" - o cientista é angustiado pois nunca está contente com a sua descoberta porque quer ver onde está a sua falha (especialmente em campos mais complexos da ciência).

Investigações podem querer provar relações de causa e efeito, onde uma variável é causa de outra e podem querer apenas mostrar correlações onde duas variáveis podem mostrar variar no mesmo sentido, em sentidos opostos, de forma mais intensa (quando a correlação se aproxima do valor + ou -1 ou de forma nula, quando o valor é 0 significando que não existe qualquer tipo de correlação entre as variáveis). E mesmo quando existe uma correlação entre duas variáveis, uma pode não ter nada a ver com outra, pelo que existe uma variável espúria (eu abro um guarda-chuva e os caracóis saem da casca e mostram-se - uma coisa não tem nada a ver com outra: variável espúria é a chuva).

Para uma experiência ser válida, as suas variáveis devem estar bem definidas, é preciso ter em atenção a presença de variáveis parasitas, é preciso que dentro das mesmas condições, a experiência dê os mesmos resultados se repetida outra vez e é preciso que seja formulada de tal maneira que possa ser replicada por outros investigadores.

Para além disso, qualquer experiência deve passar por certos crivos: deve obedecer a critérios de validade (os instrumentos usados medem o que é suposto medir) e de fidedignidade (medem com precisão).

Pelo menos nas ciências humanas, que é as com que eu estou mais familiarizado, é preciso também que um instrumento de medida tenha uma boa capacidade de descriminação podendo detetar tanto quanto possível a diferença entre os individuos de uma amostra, tendo em conta, claro, os outros critérios já referidos.

Posso não ser cientista, mas não digam que eu não percebo nada do método científico por favor.

Voltando à questão das crenças: o que eu presenciei foi real. A realidade não se molda ao que nós queremos. A realidade é o que é. Uma coisa é real não porque a ciência provou que é real. A ciência não prova nada de nada em relação ao que é real ou não é. A ciência tenta descobrir relações estáveis no real.

Faz parte das crenças de muitos céticos negarem fenómenos como a levitação humana, no entanto existe, fenómenos chamados de poltergeist, no entanto existe, fenómenos de estátuas religiosas "chorarem" lágrimas de sangue, no entanto é real, sendo que este último (especula-se) se atribui a fenómenos de aporte em que o sangue é o de uma pessoa próxima ao local do fenómeno e que tem um grande fervor religioso - chama a isto de auto-sugestão? Não me importo nem um pouco com essa denominação, aceito-a. Mas tenha em conta que é uma auto-sugestão que efeitos físicos. Quero com isto dizer que está provado que Deus existe? Claro que não. Que fantasmas existem? Claro que não. Mas que estes fenómenos existem, EXISTEM. Para os que negam - devido às suas crenças, e não porque a ciência não provou - coisas como estas fazem com que suas entranhas se revolvam, porque, INDO CONTRA O ESPÍRITO CIENTÍFICO NEGAM SEM TEREM PROVAS NENHUMAS DAS SUAS NEGAÇÕES - PORQUÊ? DEVIDO ÀS SUAS CRENÇAS. É COMO SE FOSSE UMA BATALHA A SER TRAVADA. CONFUNDEM A EXISTENCIA DESTES FENÓMENOS COM MAGIAS NEGRAS E COISAS OBSCURAS E PÕEM TUDO NO MESMO SACO.

Estes fenómenos EXISTEM. Durmam bem se conseguirem  Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado 
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Rafael Victor
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"Cogito ergo sum" - René Descartes


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« Responder #17 : 24 de Julho de 2010, 04:33 »

Com todo o respeito, a matéria a qual faz referência não pode ser assim chamada, já que o próprio significado de matéria diz respeito à algo tangível, com todo respeito, não poderia isso ser fruto de algum transtorno oftalmico ou talvez emocional?.


P.s.: Um neutrino consegue atravessar uma barra de Chumbo de um bilhão de kilometros sem interagir com nenhum átomo, a cada segundo cerca de 100 milhões de neutrinos por centímetro quadrado atravessam a terra e muito raramente se chocam com algum átomo, a maioria deles vem dos ventos solares. Pode pesquisar, é tudo comprovado experimentalmente, no youtube tem alguns videos legais sobre câmara de bolhas e contadores Geiger.

Rafael Victor.
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[..] and hypotheses, whether metaphysical or physical, or based on occult qualities, or mechanical, have no place in experimental philosophy. In this philosophy particular propositions are inferred from the phenomena, and afterwards rendered general by induction.

Sir. Isaac Newton, 1713.

contini
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« Responder #18 : 26 de Julho de 2010, 17:34 »

O método científico procura relações de causa e efeito na realidade.
Primeiro observa o mundo em ação
Depois põe hipoteses e tenta comprová-las
A ciência não está obcecada em ser dona da verdade, está permanentemente obcecada em "apanhar-se a mentir" - o cientista é angustiado pois nunca está contente com a sua descoberta porque quer ver onde está a sua falha (especialmente em campos mais complexos da ciência).

Investigações podem querer provar relações de causa e efeito, onde uma variável é causa de outra e podem querer apenas mostrar correlações onde duas variáveis podem mostrar variar no mesmo sentido, em sentidos opostos, de forma mais intensa (quando a correlação se aproxima do valor + ou -1 ou de forma nula, quando o valor é 0 significando que não existe qualquer tipo de correlação entre as variáveis). E mesmo quando existe uma correlação entre duas variáveis, uma pode não ter nada a ver com outra, pelo que existe uma variável espúria (eu abro um guarda-chuva e os caracóis saem da casca e mostram-se - uma coisa não tem nada a ver com outra: variável espúria é a chuva).

Para uma experiência ser válida, as suas variáveis devem estar bem definidas, é preciso ter em atenção a presença de variáveis parasitas, é preciso que dentro das mesmas condições, a experiência dê os mesmos resultados se repetida outra vez e é preciso que seja formulada de tal maneira que possa ser replicada por outros investigadores.

Para além disso, qualquer experiência deve passar por certos crivos: deve obedecer a critérios de validade (os instrumentos usados medem o que é suposto medir) e de fidedignidade (medem com precisão).

Pelo menos nas ciências humanas, que é as com que eu estou mais familiarizado, é preciso também que um instrumento de medida tenha uma boa capacidade de descriminação podendo detetar tanto quanto possível a diferença entre os individuos de uma amostra, tendo em conta, claro, os outros critérios já referidos.

Posso não ser cientista, mas não digam que eu não percebo nada do método científico por favor.

Voltando à questão das crenças: o que eu presenciei foi real. A realidade não se molda ao que nós queremos. A realidade é o que é. Uma coisa é real não porque a ciência provou que é real. A ciência não prova nada de nada em relação ao que é real ou não é. A ciência tenta descobrir relações estáveis no real.

Faz parte das crenças de muitos céticos negarem fenómenos como a levitação humana, no entanto existe, fenómenos chamados de poltergeist, no entanto existe, fenómenos de estátuas religiosas "chorarem" lágrimas de sangue, no entanto é real, sendo que este último (especula-se) se atribui a fenómenos de aporte em que o sangue é o de uma pessoa próxima ao local do fenómeno e que tem um grande fervor religioso - chama a isto de auto-sugestão? Não me importo nem um pouco com essa denominação, aceito-a. Mas tenha em conta que é uma auto-sugestão que efeitos físicos. Quero com isto dizer que está provado que Deus existe? Claro que não. Que fantasmas existem? Claro que não. Mas que estes fenómenos existem, EXISTEM. Para os que negam - devido às suas crenças, e não porque a ciência não provou - coisas como estas fazem com que suas entranhas se revolvam, porque, INDO CONTRA O ESPÍRITO CIENTÍFICO NEGAM SEM TEREM PROVAS NENHUMAS DAS SUAS NEGAÇÕES - PORQUÊ? DEVIDO ÀS SUAS CRENÇAS. É COMO SE FOSSE UMA BATALHA A SER TRAVADA. CONFUNDEM A EXISTENCIA DESTES FENÓMENOS COM MAGIAS NEGRAS E COISAS OBSCURAS E PÕEM TUDO NO MESMO SACO.

Estes fenómenos EXISTEM. Durmam bem se conseguirem  Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado Sorriso forçado 
Ignorei o bla-bla-bla, pois voce falou muito mas não provou nada, nleu mas não entendeu o método científico.
Esses fenômenos NÃO EXISTEM, apesar de sua crença neles, segundo o método científico.

Ao invés de apenas fazer filosofia prove que esse "evento" não é apenas fruto de sua imaginação, que é a hipotese mais provável até o momento.
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