O método científico procura relações de causa e efeito na realidade.
Primeiro observa o mundo em ação
Depois põe hipoteses e tenta comprová-las
A ciência não está obcecada em ser dona da verdade, está permanentemente obcecada em "apanhar-se a mentir" - o cientista é angustiado pois nunca está contente com a sua descoberta porque quer ver onde está a sua falha (especialmente em campos mais complexos da ciência).
Investigações podem querer provar relações de causa e efeito, onde uma variável é causa de outra e podem querer apenas mostrar correlações onde duas variáveis podem mostrar variar no mesmo sentido, em sentidos opostos, de forma mais intensa (quando a correlação se aproxima do valor + ou -1 ou de forma nula, quando o valor é 0 significando que não existe qualquer tipo de correlação entre as variáveis). E mesmo quando existe uma correlação entre duas variáveis, uma pode não ter nada a ver com outra, pelo que existe uma variável espúria (eu abro um guarda-chuva e os caracóis saem da casca e mostram-se - uma coisa não tem nada a ver com outra: variável espúria é a chuva).
Para uma experiência ser válida, as suas variáveis devem estar bem definidas, é preciso ter em atenção a presença de variáveis parasitas, é preciso que dentro das mesmas condições, a experiência dê os mesmos resultados se repetida outra vez e é preciso que seja formulada de tal maneira que possa ser replicada por outros investigadores.
Para além disso, qualquer experiência deve passar por certos crivos: deve obedecer a critérios de validade (os instrumentos usados medem o que é suposto medir) e de fidedignidade (medem com precisão).
Pelo menos nas ciências humanas, que é as com que eu estou mais familiarizado, é preciso também que um instrumento de medida tenha uma boa capacidade de descriminação podendo detetar tanto quanto possível a diferença entre os individuos de uma amostra, tendo em conta, claro, os outros critérios já referidos.
Posso não ser cientista, mas não digam que eu não percebo nada do método científico por favor.
Voltando à questão das crenças: o que eu presenciei foi real. A realidade não se molda ao que nós queremos. A realidade é o que é. Uma coisa é real não porque a ciência provou que é real. A ciência não prova nada de nada em relação ao que é real ou não é. A ciência tenta descobrir relações estáveis no real.
Faz parte das crenças de muitos céticos negarem fenómenos como a levitação humana, no entanto existe, fenómenos chamados de poltergeist, no entanto existe, fenómenos de estátuas religiosas "chorarem" lágrimas de sangue, no entanto é real, sendo que este último (especula-se) se atribui a fenómenos de aporte em que o sangue é o de uma pessoa próxima ao local do fenómeno e que tem um grande fervor religioso - chama a isto de auto-sugestão? Não me importo nem um pouco com essa denominação, aceito-a. Mas tenha em conta que é uma auto-sugestão que efeitos físicos. Quero com isto dizer que está provado que Deus existe? Claro que não. Que fantasmas existem? Claro que não. Mas que estes fenómenos existem, EXISTEM. Para os que negam - devido às suas crenças, e não porque a ciência não provou - coisas como estas fazem com que suas entranhas se revolvam, porque, INDO CONTRA O ESPÍRITO CIENTÍFICO NEGAM SEM TEREM PROVAS NENHUMAS DAS SUAS NEGAÇÕES - PORQUÊ? DEVIDO ÀS SUAS CRENÇAS. É COMO SE FOSSE UMA BATALHA A SER TRAVADA. CONFUNDEM A EXISTENCIA DESTES FENÓMENOS COM MAGIAS NEGRAS E COISAS OBSCURAS E PÕEM TUDO NO MESMO SACO.
Estes fenómenos EXISTEM. Durmam bem se conseguirem