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« : 07 de Fevereiro de 2010, 19:48 » |
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Quando converso c/ pessoas q ñ são nem crentes fervorosos, e mto menos ateus, o q podemos chamar de a maioria, sempre percebo q quando falam de deus, estão falando de um ser q hora esperam q os ajude a resolver seus problemas pessoais de forma fácil, seja reduzindo a dor (emocional ou física), ou um ser do qual se tem medo de receber uma punição devido a algum erro, moralmente inaceitável. Talvez por isso ele seja chamado de pai, pois tem o poder de castigar, assim como um pai tem sobre uma criança, e tb o poder de aplacar as dores. Na minha visão o deus ocidental, ñ passa de um pai p/ adultos, q desejam ser infantilizados, como forma de se proteger da implacável indiferença do mundo real, sobre nossas vidas, e por ser essa caricatura do que um pai de verdade é, as pessoas tendem a dizer q o amam, mesmo tem apenas uma relação de apenas puro interesse c/ o todo poderoso.
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« Responder #1 : 11 de Fevereiro de 2010, 15:05 » |
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Foi assim com Zeus, Odim, e todo o resto de panteões que hoje não são mais cultuados
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« Responder #2 : 13 de Fevereiro de 2010, 23:51 » |
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Pra maioria dos teístas, é só um pai, mesmo.
E bem parecido com Papai Noel: dá presente/recompensa se você se comporta, dá carvão/castigo se você é uma criança má. E as crianças/teístas não amam Papai Noel/Deus, muito exceto quando o Natal está próximo/quando oram.
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Entretenha-me, faça-me rir. Sê hipócrita. Talvez eu seja um trol.
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« Responder #3 : 15 de Fevereiro de 2010, 14:08 » |
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Pra maioria dos teístas, é só um pai, mesmo.
E bem parecido com Papai Noel: dá presente/recompensa se você se comporta, dá carvão/castigo se você é uma criança má. E as crianças/teístas não amam Papai Noel/Deus, muito exceto quando o Natal está próximo/quando oram.
Sim esse é um ponto q considero importante o Deus/Pai infantiliza a nossa sociedade, nos torna fracos pois tira a responsabilidade de nossos ombros.
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« Responder #4 : 20 de Maio de 2010, 03:17 » |
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Uma coisa que me fez cair a ficha. Eu tinha uns treze anos e vi escrito numa igreja em letras enormes "Temor a Deus". Analisando a história do velho testamento, claramente os mandamentos foram uma forma de controlar o povo da época, ou seja, claro que foram escritas por seres humanos. Mas aí entra a controvérsia: Os que escreveram eram pessoas mais evoluídas, podemos então dizer que deus estava agindo por eles? Era apenas eles,seres humanos, mas a sua evolução não seria a manifestação de algo? Se as pessoas estão evoluindo para algo melhor, isso já é um sinal de deus. Não do deus concebido por religiões atrasadas,mas do encontro do indíviduo com algo positivo, que tbm pode ser considerado deus. Acho bem díficil provar que nada espíritual exista...Dawkins tentou e não convenceu.
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« Responder #5 : 22 de Maio de 2010, 10:48 » |
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Uma coisa que me fez cair a ficha. Eu tinha uns treze anos e vi escrito numa igreja em letras enormes "Temor a Deus". Analisando a história do velho testamento, claramente os mandamentos foram uma forma de controlar o povo da época, ou seja, claro que foram escritas por seres humanos. Mas aí entra a controvérsia: Os que escreveram eram pessoas mais evoluídas, podemos então dizer que deus estava agindo por eles? Era apenas eles,seres humanos, mas a sua evolução não seria a manifestação de algo? Se as pessoas estão evoluindo para algo melhor, isso já é um sinal de deus. Não do deus concebido por religiões atrasadas,mas do encontro do indíviduo com algo positivo, que tbm pode ser considerado deus. Acho bem díficil provar que nada espíritual exista...Dawkins tentou e não convenceu.
Nós não evoluimos, nós mudamos, nos adaptamos a novos cenarios, 'evoluimos' no sentido de se adaptar a estes novos cenarios, se o cenario mudar nós como especie podemos 'devoluir' aos olhos de nossa geração, mas ao mesmo tempo ter evoluido aos olhos da geração (os) que sofreram a mudança. Se deus é a natureza, ou a busca pela compreenção da natureza, ñ é bom nem ruim, nda espiritual existe pelo fato de ser a resposta mais logica, sem recompensas, sem premios. O mundo real é cruel, mas é nele que construimos o bem ou o mal, melhor viver a dor da realidade e tentar construir algo de positivo, do que sonhar c/ os beneficios de um mundo espiritual que na verdade é totalmente esteril
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« Responder #6 : 16 de Julho de 2010, 11:33 » |
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Olá, É verdade que a grande maioria das pessoas possue uma visão limitada do que seja de fato o amor a Deus e também o "Timor Dei", ou o temor de Deus. O que falta é justamente maturidade nesta relação que muitas vezes é conduzida para uma mera relação de interesses, um comércio de favores, ou para um legalismo superficial ou ainda para um pietismo sentimentalóide.
O fato é que não se pode afirmar que o amor real a Deus inexista, nem que existindo infantilize quem o vive. A própria realidade desmente este conceito frente a inúmeros santos que enfrentaram a vida com hombridade e caridade acima da média. Por outro lado alguns se tornaram mártires encararando a morte com coragem e serenidade. Isto somente é possível em seres humanos muito amadurecidos. Creio que há muito pouca compreensão entre os descrentes sobre esta relação. Se quiserem podemos abertamente discuti-la.
Por enquanto deixo aqui o que poderia ser uma síntese do verdadeiro amor e do verdadeiro temor a Deus. Vem de uma pessoa humilde, não obstante se demonstre dotada de privilegiado intelecto. Trata-se de um soneto atribuído a Santa Teresa de Ávila:
"Não me move, meu Deus, para querer-te O céu que me hás um dia prometido: E nem me move o inferno tão temido Para deixar por isso de ofender-te.
Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te Cravado nessa cruz e escarnecido. Move-me no teu corpo tão ferido Ver o suor de agonia que ele verte.
Moves-me ao teu amor de tal maneira, Que a não haver o céu, ainda te amara E a não haver o inferno te temera.
Nada me tens que dar porque te queira; Que se o que ouso esperar não esperara, O mesmo que te quero te quisera."
Grande abraço
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« Responder #7 : 16 de Julho de 2010, 18:00 » |
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Olá, É verdade que a grande maioria das pessoas possue uma visão limitada do que seja de fato o amor a Deus e também o "Timor Dei", ou o temor de Deus. O que falta é justamente maturidade nesta relação que muitas vezes é conduzida para uma mera relação de interesses, um comércio de favores, ou para um legalismo superficial ou ainda para um pietismo sentimentalóide. Concordo e sei q essa é a visão dos clerigos esclarecidos dentro da igreja, é um ramo interessante do assunto, embora minha pergunta se relacione diretamente c/ o homem comum e ñ c/ os estudiosos e ou entusiastas das religiões. O fato é que não se pode afirmar que o amor real a Deus inexista, nem que existindo infantilize quem o vive. A própria realidade desmente este conceito frente a inúmeros santos que enfrentaram a vida com hombridade e caridade acima da média. Por outro lado alguns se tornaram mártires encararando a morte com coragem e serenidade. Isto somente é possível em seres humanos muito amadurecidos. Concordo tb q existiram, talves existam hoje e talves venha a existir no futuro homens e mulheres que amam um deus e sejam pessoas especiais capazes de fazer gestos de bondade, abnegação, sacrificio e qualquer outra atitude positiva humana acima da média, assim como espero q vc reconheça q pessoas q ñ acreditam em nenhum deus são capazes dos mesmos atos. Agora isso ñ se aplica a todos os chamados santos ou martires, de nenhuma igreja, pois eles são os novos deuses e herois das mitologias antigas, é isso q eles representam na mente do povo, um processo historico-cultural adaptativo, por vezes insentivado e corroborado pelos clericos (sem duvida principalmente pelos esclarecidos), portanto se tornam fontes mto pouco confiaveis, sobretudo as historias mais fantasticas, mas realmente ñ posso negar q pessoas embuidas em um amor a algum deus fizeram gestos notaveis e de valor. Creio que há muito pouca compreensão entre os descrentes sobre esta relação. Se quiserem podemos abertamente discuti-la.
Por enquanto deixo aqui o que poderia ser uma síntese do verdadeiro amor e do verdadeiro temor a Deus. Vem de uma pessoa humilde, não obstante se demonstre dotada de privilegiado intelecto. Trata-se de um soneto atribuído a Santa Teresa de Ávila: Minha interpretação é a seguinte, ela diz q basta deus existir p/ q ela o ame, ñ é preciso paraiso ou inferno (recompensa, ou punição) basta a simples existencia de deus, desculpe a minha sinceridade mas p/ mim ela fala sobre o amor a vida, o desejo de se manter vivo algo comum a todos, todos os seres vivos, independente dos problemas (inferno) ou realizações (paraiso) desejamos viver, seguir vivos, ir além, mesmo q ñ existam motivos (no caso o amor ou temor de deus), é o nosso instinto mais basico, ñ podemos nos considerar seres vivos sem ele.
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« Responder #8 : 19 de Julho de 2010, 08:36 » |
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Olá, Concordo e sei q essa é a visão dos clerigos esclarecidos dentro da igreja, é um ramo interessante do assunto, embora minha pergunta se relacione diretamente c/ o homem comum e ñ c/ os estudiosos e ou entusiastas das religiões.
No entanto a maturidade na fé e no amor/temor de Deus não vem pela erudição. Você por não viver em um ambiente religioso (o que é direito seu, frise-se), provavelmente desconhece a capacidade de amar a Deus das pessoas simples. ... assim como espero q vc reconheça q pessoas q ñ acreditam em nenhum deus são capazes dos mesmos atos.
Certamente que reconheço, não obstante meu repertório de nomes seja curto neste campo. Na outra via, ou seja, na enumeração de pessoas bondosas que cultivaram algum tipo de fé ele é bem vasto. Agora isso ñ se aplica a todos os chamados santos ou martires, de nenhuma igreja, pois eles são os novos deuses e herois das mitologias antigas, é isso q eles representam na mente do povo, um processo historico-cultural adaptativo, por vezes
Veja, há grandes diferenças - imensas eu diria - entre a relação do homem antigo com seus deuses mitológicos e a que existe entre o povo cristão e seus santos. A começar pelo sentimento que se tinha pelos deuses. Estes não eram amados, mas aturados. Muitas vezes odiados. Os deuses antigos eram necessários para explicar os fenômenos da natureza e as contingências da vida. O judaísmo e depois o cristianismo introduziram uma nova dimensão nesta questão. É muito diferente. Ademais, que tipo de herói que se admire veste roupas rotas e anda no meio dos pobres como os franciscanos?… Ou se enclausura num mosteiro como as carmelitas, ou vai para o deserto como os anacoretas? Bem, já começa pelo Fundador. Quem, pelos critérios que você propõe, admiraria ou acharia um ato heróico (ou romântico) ser cuspido, espancado, desnudado em público e por fim pregado em uma cruz?… Creio que a melhor analogia nos tempos modernos com os heróis da antigüidade - sendo sua nova "encarnação" - resida nos personagens de quadrinhos/cinema, tipo Superman, Spiderman e tantos outros "man". Um santo, realmente santo, não é admirado pelos mesmos critérios que um herói mitológico. Antigo ou moderno. ... desculpe a minha sinceridade mas p/ mim ela fala sobre o amor a vida, o desejo de se manter vivo algo comum a todos, todos os seres vivos, independente dos problemas (inferno) ou realizações (paraiso) desejamos viver, seguir vivos, ir além, mesmo q ñ existam motivos (no caso o amor ou temor de deus), é o nosso instinto mais basico, ñ podemos nos considerar seres vivos sem ele.
Mas é precisamente o contrário. O cristão (sempre falo do ponto de vista cristão) despreza os prazeres da vida em favor do gozo espiritual. Justamente trata-se de transcender os instintos básicos para alcançar uma experiência superior. O amor/temor de Deus leva os santos a uma vida dura, austera, com disciplina rígida. Que tipo de instinto primitivo leva a isto? Aqui me permita um pouco também de sinceridade. As pessoas que não servem ao Deus do céu, acabam em todo caso servindo ao "deus do céu da boca", ou seja, são compelidos a servirem ao ventre, às necessidades básicas. E ficam sujeitos a elas (somente será livre de qualquer servidão quem servir por livre opção e não por obrigação). Mas veja o oportuno caso do padre Maximiliano Kolbe: na segunda grande guerra voluntariamente trocou de lugar com um prisioneiro no campo de concentração de Auschwitz para morrer no lugar dele. De que? De fome. Resumindo, não creio que a grande maioria não ame a Deus. Em minha opinião as pessoas amam, mas de maneira rudimentar. Apenas têm este amor solapado pelo amor próprio e o consumismo tão estimulados pela civilização hodierna, bem caracterizada aliás, pelo ceticismo, do qual diga-se nem a ciência escapa. Aliás o homem moderno é uma contradição, por um lado custa a acreditar no que não seja empírico mas por outro é capaz de crer e seguir em qualquer bobagem. Se fosse para definir o pensamento do homem moderno em uma palavra eu creio que teria uma: superficial. Que acha? Abraço
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« Responder #9 : 24 de Julho de 2010, 17:12 » |
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No entanto a maturidade na fé e no amor/temor de Deus não vem pela erudição. Você por não viver em um ambiente religioso (o que é direito seu, frise-se), provavelmente desconhece a capacidade de amar a Deus das pessoas simples.
Não, se estamos falando de pessoas simples, estamos falando de pessoas q tem uma visão minimalista da realidade (incapazes de ver mtos tons de cinza), e q vem o deus cristão como um velhinho barbudo sobre uma nuvem (um Zeus/Odin menos belicoso). Mas eu me referia a pessoas comuns o q consiste de um grupo maior, q compartilham tambem essa visão de deus pai, porem compreendem q o mundo é mais complexo, embora ñ consigam se libertar da visão de q 'boas atitudes seram recompensadas, e os erros seram punidos pelo seu pai celestial no mundo dos espiritos'. Veja, há grandes diferenças - imensas eu diria - entre a relação do homem antigo com seus deuses mitológicos e a que existe entre o povo cristão e seus santos.
Se eu te disser q os portugueses ñ tiveram nenhuma influencia cultural na identidade brasileira vc vai acreditar? Claro q ñ vai, é obvio q a identidade brasileira tem origem em diversos fatores anteriores ao seu surgimento e é afetada até hj pelo resto do mundo, assim como foi a identidade dos lusitanos, influenciados pelos romanos, influenciados pelos gregos e egpicios e infindaveis outras correlações mto logicas e racionais que formam a civilização humana. Então essa 'nova dimensão' judaico-cristã e podemos dizer muçulmana tb, tem origem em eventos historicos conhecidos, mudanças graduais, adaptações, sempre diretamente relacionadas c/ eventos anteriores. O deus judeu tem mto relação c/ o super-homem sim (q alias é uma representação do messias judeu) o deus judeu ñ era todo poderoso no inicio da carreira, foi incorporando atributos de outros deuses da região ao longo do tempo até se converter em um Zeus/Odin/Mitra/SolInvencivel assim como o super-homem tb n podia voar no começo de sua carreira era apenas mais rapido q uma bala. Você ñ pode negar q o cristianismo é fruto da junção de 3 visões de mundo a judaica, a budista e a helenica, e ai a ruptura os judeus ficaram c/ seu messias vindouro (o super-homem deus invencivel de outro mundo q vem p/ trucidar as nações inimigas) e os cristãos abraçaram buda e o sacrificio do corpo fisico, pela salvação do corpo espiritual q passa a viver em harmonia em um mundo espiritual helenico de deuses e santos. Os santos são novos deuses pq estão relacionados c/ questões especificas da vida humana, existem santos p/ arrumar casamentos, uma santa protetora das aguas, marinheiros, pescadores, outro p/ os motoristas, bancarios, existe até um santo q se vc rezar p/ ele consegue achar coisas perdidas!. Santos são padroeiros de cidades, regiões, empresas. É claro existe uma diferença, santos ñ sentem raiva, ñ precisam ser acalmados, mas tb são meio surdos pq as vezes ñ atendem nossos pedidos, o q dá no mesmo se no passado ñ atendiam por capricho, hj ñ atendem pq ñ ouviram, ou pq ñ merecemos. Tão bondosos, mas tão imprevisiveis exatamente como os velhos deuses eram. Mas é precisamente o contrário. O cristão (sempre falo do ponto de vista cristão) despreza os prazeres da vida em favor do gozo espiritual. Justamente trata-se de transcender os instintos básicos para alcançar uma experiência superior. O amor/temor de Deus leva os santos a uma vida dura, austera, com disciplina rígida. Que tipo de instinto primitivo leva a isto?
É uma gambiarra psicologica, vc torna mais dificil a sua vida no mundo real, se sacrificando alem do necessario, esperando receber em troca uma vida perfeita no mundo espiritual, é uma boa troca, 50 ou + anos de sacrificio aqui, p/ receber a eternidade em uma vida de prazer. A mente humana é mto complexa, mas ñ esta preparada p/ aceitar os horrores q podem surgir no mundo real, e o mundo espiritual se tornou um bom mecanismo de defesa, nele somos recompensados por nosso sofrimento, faz mto sentido dentro de nossas mentes, ñ faz o menor sentido na natureza. Miguel eu como qualquer pessoa gostaria de morrer e ter uma alma, rever pessoas e ñ sentir dor, gostaria tb de poder voltar no tempo, pq assim tb poderia rever pessoas e ainda corrigir erros, ambas as coisas ñ vão acontecer. Mas eu posso tentar ñ cometer os mesmos erros, viver de acordo c/ o legado dos q ja foram, amar ao maximo aqueles q ainda estão vivos e se for preciso me sacrificar p/ q eles ñ sofram, sem recompensas, simplismente pq é o certo, e assim a fusão do meu legado e meus genes se tornam uma especie de alma realmente viva. Agora, as pessoas são tão superficiais hj quanto sempre foram, ñ é uma invensão da modernidade, somos apenas animais tentando sobreviver em um mundo cruel, a alguns milenios aprendemos a filosofar, mas temos q ser humildes e aceitar nossas limitações. Posso te dizer q tudo q for alem da sobrevivencia é superficial, mas em uma analise filosofica posso dizer tb q a propria sobrevivencia humana é um jogo superficial, pq hj de um ponto de vista universal ñ estamos indo a lugar nenhum. Nossa existencia só tem interesse p/ nos mesmos, bastante obvio, bastante verdadeiro. Ñ te respondi antes pq o meu trabalho (e consequentemente a minha sobrevivencia rsrs) ñ deixou.
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« Responder #10 : 26 de Julho de 2010, 13:05 » |
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… Não, se estamos falando de pessoas simples, estamos falando de pessoas q tem uma visão minimalista da realidade (incapazes de ver mtos tons de cinza), e q vem o deus cristão como um velhinho barbudo sobre uma nuvem (um Zeus/Odin menos belicoso). Mas eu me referia a pessoas comuns o q consiste de um grupo maior, q compartilham tambem essa visão de deus pai, porem compreendem q o mundo é mais complexo, embora ñ consigam se libertar da visão de q 'boas atitudes seram recompensadas, e os erros seram punidos pelo seu pai celestial no mundo dos espiritos'. --- … É uma gambiarra psicologica, vc torna mais dificil a sua vida no mundo real, se sacrificando alem do necessario, esperando receber em troca uma vida perfeita no mundo espiritual, é uma boa troca, 50 ou + anos de sacrificio aqui, p/ receber a eternidade em uma vida de prazer.
Mas nós todos nos movemos sempre por alguma razão. O ser humano opera por "sentido". Se não houver sentido em fazer algo é irracional faze-lo, não concorda? Não se trata de uma questão de fé, mas de lógica. É óbvio que se almeja a recompensa da vida eterna! Imagine praticar caridade a vida inteira, recusando-se aos prazeres da mundanos da vida, sem ter ao menos a perspectiva de uma recompensa… Aí eu concordo que a fé seria uma tolice… (Aliás São Paulo já escreve sobre isto: "Se foi por intenção humana que combati com as feras em Éfeso, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos." - I Coríntios 15,32) Está no cerne do homem o desejo pela vida, o querer viver. Fomos feitos para viver, não para morrer. A morte agride nossa natureza. --- Por favor não confundir esta esperança de um depois com a pseudo-religião que se apregoa hoje em dia e que restringe-se a um mero negócio com a divindade onde se paga o dízimo para receber benesses na mesma moeda hoje, nesta vida, imediatamente. --- Aqui um aparte: o cristão não vive a caridade em função de uma vida posterior de prazeres. Isto é, perdão, um equívoco seu. O cristão vive na esperança de encontrar um dia o Bem maior, o sentido completo e absoluto de sua existência, que reside no próprio Deus, na comunhão com Ele. Daí inclusive que as concepções corretas de Céu e Inferno não se referem propriamente a lugares de prazeres ou dores mas respectivamente à comunhão com Deus ou à privação dela. --- Sobre os Santos: muito interessantes suas colocações respeito dos santos. De fato por este aspecto - pela "especialização" de cada santo - até se pode fazer um paralelo com as divindades antigas. No entanto a concepção é totalmente diferente. Já na raiz: santos são homens, não deuses. São pessoas que superaram as limitações do pecado (usando linguagem cristã) e obtiveram a comunhão plena com Deus assim podendo interceder pelos fiéis. Muito diferente de um Zeus que vinha seduzir as mulheres alheias, etc, etc… São ainda modelos de vida cristã e também de cidadania. Um exemplo possível de ser alcançado, ao contrário da natureza divina dos deuses com a qual nascia-se ou não. --- Mais um aparte: O cristianismo tem suas raízes em três culturas distintas. Judaísmo, Império Romano e Grécia. Delas hauriu seus valores. Do judaísmo veio a fé, dos romanos a organização e dos gregos, em especial dos neoplatônicos através de Agostinho, a filosofia e o gosto pelo debate intelectual. Na seqüência toda a construção da civilização ocidental passou pela influência do pensamento cristão contribuindo para as outras culturas e em outra via recebendo e assimilando contribuições. Assim temos que o Natal, por exemplo, foi uma cristianização da comemoração do deus pagão Mitra. Ou ainda, a adoração à deusa asteca Tonantzin foi convertida em veneração à Virgem Maria por ocasião de sua aparição no monte Tepeyak (México) no século XVI. Como diz o Papa Bento XVI, o cristianismo recebe as grandes religiões tradicionais transformando-as e dando-lhes um novo significado a partir do evangelho. --- Eu creio que realmente vivemos uma era de superficialidade como nunca. Por duas razões em especial: Primeiro porque a humanidade chegou a um ponto em que a religião aparentemente perdeu a hegemonia em explicar as grandes questões da vida. E a ciência, que se apresentava como herdeira natural para fornece-la não mostrou a competência necessária para tal. Hoje então parece que vivemos uma lacuna e que as explicações tradicionais e institucionais cedem espaço para a busca individual criando nada mais que uma Babel de interpretações na maioria dos casos sem profundidade alguma. Segundo porque a civilização alcançou um tal ponto na geração de conhecimento e informação que sua capacidade em absorve-las não está à altura. São tantos os aspectos que um determinado assunto engloba que as pessoas acabam por analisa-lo somente na superfície. Algo como não ter tempo de ler um número enorme de reportagens e apenas ter que se contentar em ler as manchetes. --- Uma observação antes de concluir: você se refere constantemente a um mundo cruel e aos horrores da vida real. No entanto mundo não é cruel. Cruéis são as pessoas. Um terremoto ou um furacão são completamente indiferentes ao sofrimento humano. O que você faz neste caso é personificar a natureza, que não é uma pessoa, e caso fosse, não seria cruel. Por outro lado a crueldade humana existe. E existe especialmente quando o homem deixa de enxergar no semelhante alguém que seja mais que um punhado de ossos e carnes movido a impulsos elétricos. Quando deixa de ver nele a presença de algo maior, que transcende a própria vida e a própria compreensão. Quando o homem tem-se como medida última nas suas relações, esquecendo-se do Alguém maior, aí começam as crueldades. Vide a história das ditaduras comunistas. --- Por último, desculpe, mas não posso equiparar-me ou equiparar meus semelhantes aos animais. Li uma vez que foi comprovada a grande semelhança entre o código genético humano com o dos macacos. No entanto, não obstante esta semelhança, um macaco não consegue compor um soneto ou criar uma sinfonia. Se somos semelhantes no físico mas há uma imensa discrepância na produção intelectual então a lógica me diz que a diferença não pode residir no físico, uma vez que são quase iguais. Portanto há algo para além do físico que nos diferencia tão drasticamente. Abraço
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« Responder #11 : 15 de Agosto de 2010, 23:34 » |
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Mas nós todos nos movemos sempre por alguma razão. O ser humano opera por "sentido". Se não houver sentido em fazer algo é irracional faze-lo, não concorda? Não se trata de uma questão de fé, mas de lógica. É óbvio que se almeja a recompensa da vida eterna! Imagine praticar caridade a vida inteira, recusando-se aos prazeres da mundanos da vida, sem ter ao menos a perspectiva de uma recompensa… Aí eu concordo que a fé seria uma tolice…
(Aliás São Paulo já escreve sobre isto: "Se foi por intenção humana que combati com as feras em Éfeso, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos." - I Coríntios 15,32)
Está no cerne do homem o desejo pela vida, o querer viver. Fomos feitos para viver, não para morrer. A morte agride nossa natureza.
Esse é o comportamento natural, sem duvida, mas (e é esse mas q diferencia nossas visões) hj temos conhecimento p/ saber q esse ñ é o melhor comportamento. Podemos e devemos ir alem da visão da recompensa individual, e entender q agir de forma correta, e alem disso se sacrificar pelos outros gera recompensas sociais, q o bem estar da sociedade vem antes do bem estar do individuo. É egoismo passar a vida inteira sem fazer o mau apenas meditando, esperando uma vida eterna, ao inves de correr riscos, fazer algo positivo pela sociedade (estudar, trabalhar, pensar). Novamente não questiono a existencia de pessoas que fizeram grandes sacrificios por seus semelhantes, motivados por sua fé. Não é sobre isso que eu lancei essa discução, e sim sobre algo que concordamos a visão de que a maioria das pessoas apenas querem fazer um 'negocio' c/ deus. E em negocios não deve existir amor. Agora nossas visões são diferentes quanto ao q fazer em relação a isso, vc provavelmente quer educar as pessoas no caminho da 'boa fé' onde deus é mais do que um pai ou mercador e sim uma entidade que ajuda a extrair o melhor do ser humano. Eu já vejo até c/ bons olhos essa visão simplista, significa q as pessoas ñ levam deus tão a serio quanto parece e se preocupam mais c/ o mundo real, ainda egoistas, ainda fracos, ainda agindo como crianças (e antes q me chame de arrogante, me considero um deles), mas talvez em direção a um caminho realmente libertador, embora os caminhos da Historia sejam imprevisiveis. E seguimos c/ o mesmo quanto a questão das origens do cristianismo, e seu mix cultural, vc considera isso normal e bom, algo civilizatorio e que nos aproxima da 'palavra de deus'. Eu preferiria uma sociedade mais liberal e pro-ciencia, agora não posso dizer q foi unica e exclusivamente o cristianismo q atrosou nossos avanços tecnologicos em 2mil anos, minha humilde opnião é q as cabeças da epoca não estavam prontas filosoficamente falando p/ usar a ciencia como ferramenta de desenvolvimento social, algo q apenas as necessidades do fim da idade media propiciaram. Quanto a superficialidade de nossa epoca, ela tem a ver c/ esse problema do descompasso entre nossos avanços cientificos e nossos avanços sociais (ou morais). Certamente precisamos q as pessoas discutam mais sobre ciencia, e sobre o caminho q devemos seguir, por si mesmas c/ opniões proprias e ñ o q uma religião considera certo ou errado. Infelizmente ainda ñ encontramos o melhor jeito. Uma observação antes de concluir: você se refere constantemente a um mundo cruel e aos horrores da vida real. No entanto mundo não é cruel. Cruéis são as pessoas. Um terremoto ou um furacão são completamente indiferentes ao sofrimento humano. O que você faz neste caso é personificar a natureza, que não é uma pessoa, e caso fosse, não seria cruel. Por outro lado a crueldade humana existe. E existe especialmente quando o homem deixa de enxergar no semelhante alguém que seja mais que um punhado de ossos e carnes movido a impulsos elétricos. Quando deixa de ver nele a presença de algo maior, que transcende a própria vida e a própria compreensão. Quando o homem tem-se como medida última nas suas relações, esquecendo-se do Alguém maior, aí começam as crueldades. Vide a história das ditaduras comunistas.
Cruel pq é indiferente, aleatoria, reconhecer a aleatoriedade dos eventos, nos leva a valorizar os individuos, cada punhado de carne e impulso eletrico conta, pq cada um pode ter uma miniscula parte de alguma resposta p/ alguma pergunta, q nos leve a viver em um mundo menos cruel. (comunismo ñ da certo pq ñ deixa as pessoas serem livres pra pensar, ñ pq ñ existe religião) A religião é quem deifica o homem, como 'filho de deus', a ciencia nos coloca em nosso devido lugar, somos só uma especie, mto limitada, q tem seus pensamentos presos a sua evolução cerebral. Agora sem duvida concordamos em uma coisa, e isso é o + importante, temos potencial p/ ir além p/ fazer o q é certo. Desculpe a demora p/ responder.
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« Responder #12 : 16 de Agosto de 2010, 20:10 » |
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Oi, Esse é o comportamento natural, sem duvida, mas (e é esse mas q diferencia nossas visões) hj temos conhecimento p/ saber q esse ñ é o melhor comportamento. Podemos e devemos ir alem da visão da recompensa individual, e entender q agir de forma correta, e alem disso se sacrificar pelos outros gera recompensas sociais, q o bem estar da sociedade vem antes do bem estar do individuo.
Não posso concordar. O bem estar da sociedade não pode estar em oposição ao do indivíduo. Ambos devem ser considerados. Este pensamento é temerário pois acaba por abrir possibilidades para o aborto e para a eutanásia. Nestes casos como pode a sociedade estar bem quando indivíduos seus, inocentes, são eliminados? Creio que a coisa é mais complexa. E veja que foi a religião que revestiu a vida humana (coletiva e individual) de dignidade. Se quer uma amostra de um pensamento contrário a este respeito - à parte da religião - leia Maquiavel e veja quais o valores que ele sugere para a sociedade. É egoismo passar a vida inteira sem fazer o mau apenas meditando, esperando uma vida eterna, ao inves de correr riscos, fazer algo positivo pela sociedade (estudar, trabalhar, pensar).
De fato. Por isto a religião que não possui uma significação social através de obras sociais é inútil e vã. A religião cristã no império romano sempre viveu em risco para criar os hospitais e orfanatos, suprimir as crucificações e os espetáculos sangrentos das arenas. E vive até hoje. Saiba que apesar da omissão criminosa da mídia, o século vinte foi o maior em número de mártires. Aqui no Brasil vimos alguns, como a freira americana Dorothy Stang de anos atrás, por exemplo. Novamente não questiono a existencia de pessoas que fizeram grandes sacrificios por seus semelhantes, motivados por sua fé. Não é sobre isso que eu lancei essa discução, e sim sobre algo que concordamos a visão de que a maioria das pessoas apenas querem fazer um 'negocio' c/ deus.
O que também não nega a existência de Deus e de pessoas que realmente O amem. Também não corrobora a tese de que sejamos meros animais sem uma dimensão espiritual unicamente preocupados em obter vantagens. Aliás, este contingente mercantilista da fé não representa todo povo do Brasil que possui muitas pessoas de fé real pelo interior do país. O que ocorre é que não aparecem na TV como esta turma que fica babando na retórica simoníaca de algum pastor. E em negocios não deve existir amor. Agora nossas visões são diferentes quanto ao q fazer em relação a isso, vc provavelmente quer educar as pessoas no caminho da 'boa fé' onde deus é mais do que um pai ou mercador e sim uma entidade que ajuda a extrair o melhor do ser humano. Eu já vejo até c/ bons olhos essa visão simplista, significa q as pessoas ñ levam deus tão a serio quanto parece e se preocupam mais c/ o mundo real, ainda egoistas, ainda fracos, ainda agindo como crianças (e antes q me chame de arrogante, me considero um deles), mas talvez em direção a um caminho realmente libertador, embora os caminhos da Historia sejam imprevisiveis.
Bem, eu não sei quanto às outras pessoas. Minha busca é pelo sentido maior da minha existência. Fui convencido por minha investigação pessoal e pelo confrontamento dos fatos que tenho à disposição de que certamente há alguém maior. Todavia, continuo neste processo, tenho a mente aberta. Se educo as pessoas (supondo-se que tenha alguma capacidade para tal) é no sentido de também superarem-se e descobrirem o Bem maior. Caso a sociedade se preocupasse com esta questão fundamental e não obliterasse informações que poderiam auxiliar-nos talvez vivêssemos em um mundo melhor. E seguimos c/ o mesmo quanto a questão das origens do cristianismo, e seu mix cultural, vc considera isso normal e bom, algo civilizatorio e que nos aproxima da 'palavra de deus'. Eu preferiria uma sociedade mais liberal e pro-ciencia, agora não posso dizer q foi unica e exclusivamente o cristianismo q atrosou nossos avanços tecnologicos em 2mil anos, minha humilde opnião é q as cabeças da epoca não estavam prontas filosoficamente falando p/ usar a ciencia como ferramenta de desenvolvimento social, algo q apenas as necessidades do fim da idade media propiciaram.
Aqui eu lhe rogo com insistência para que estude melhor a história. Não esta que é patrocinada pela mídia anti-cristã e que produz massas escravas das "respostas automáticas". Se você seguir realmente o passo da história séria, sobretudo a medieval, descobrirá que o cristianismo não somente não atrasou a ciência - como dizem os falaciosos detratores - como ao contrário, a promoveu. Não vou lhe citar fontes para não influenciar. Procure pelos precursores do método científico, da estratigrafia, da egiptologia. Pesquise quais eram os melhores astrônomos e sismólogos (porque só se fala em Galileu?). Quem foi o pai da moderna biogenética? Quem inventou os óculos? Averigue quem fundou as universidades, local onde se estudava as sete artes liberais e se promovia debates baseados na razão para se alcançar a verdade. Quem era o protetor dos universitários contra os aldeões inescrupulosos que somente lhes cobiçavam o dinheiro? Se quer realmente enxergar o mundo de hoje com clareza você precisa urgentemente retirar a lente distorcida que nos colocaram, da qual eu me livrei questionando toda esta fala uníssona contra a religião. De novo, não se trata de fé, mas antes de cidadania. Eu e você temos o direito à boa informação para fazermos um juízo correto sobre a realidade. O que vemos desfilar nos jornais, cinemas, publicações é um discurso uniforme que evidencia somente o lado negativo, não raro ampliando-o mentirosamente. Não desejo converter ninguém, apenas consegui sair da gaiola intelectual que nos impuseram e desejaria que outros lograssem este benefício. Por favor, estude, procure, vasculhe. É você quem vai ganhar. Esta afirmação de que o cristianismo atrasou a ciência não é sua, inculcaram-na nas pessoas. Não corresponde à realidade. Quanto a superficialidade de nossa epoca, ela tem a ver c/ esse problema do descompasso entre nossos avanços cientificos e nossos avanços sociais (ou morais). Certamente precisamos q as pessoas discutam mais sobre ciencia, e sobre o caminho q devemos seguir, por si mesmas c/ opniões proprias e ñ o q uma religião considera certo ou errado. Infelizmente ainda ñ encontramos o melhor jeito.
Mas veja, há questões que não podem ser discutidas unicamente pelo prisma científico. Isto é muito claro. Há aspectos da vida que requerem abordagens religiosas e filosóficas. Nega-las é enclausurar-se em uma cela limitada pelo empirismo. Mas o empirismo não consegue prover todas as respostas. Ademais o que é certo e errado não é uma questão científica, pertence ao âmbito da moral e da ética, coisas às quais a ciência deve estar sujeita e nunca tentar sujeitar. Quando a ciência toma o lugar da filosofía e da religião para definir ética e moral deixamos de ser humanos e passamos à condição de cobaias. Cruel pq é indiferente, aleatoria, reconhecer a aleatoriedade dos eventos, nos leva a valorizar os individuos, cada punhado de carne e impulso eletrico conta, pq cada um pode ter uma miniscula parte de alguma resposta p/ alguma pergunta, q nos leve a viver em um mundo menos cruel. (comunismo ñ da certo pq ñ deixa as pessoas serem livres pra pensar, ñ pq ñ existe religião)
Perdão colega mas o comunismo não deu certo porque é um pensamento totalmente anti-natural. Sob o ponto de vista econômico é estúpido porque retira componentes essenciais da economia como a lei da oferta e da procura e a recompensa pelo mérito. Perverte as relações comerciais com uma ingerência tirana do estado. Do ponto de vista social trata-se da maior investida contra as bases da civilização. Se você ler o Manifesto Comunista de Marx/Engels verá que o movimento é claramente contra a religião, a família e a propriedade privada, nesta ordem. Mas estas são as bases da civilização. Já Fustell de Coullagnges em sua Cidade Antiga os aponta como condições essenciais para o desenvolvimento da nossa civilização ocidental greco-romana. Não é preciso dizer como ela prosperou muito mais que o oriente. O comunismo é o pensamento mais anti-humano que se conhece. Em somente quatro anos no Camboja eliminaram um terço da população, cerca de 2 milhões em 7. Por fim o comunismo é também uma religião, ou melhor, é a chamada irreligião, tão ou mais dogmática que as outras. E é ainda hoje o exemplo mais representativo de uma sociedade institucionalmente atéia, isto você há de concordar. Se perguntarem em qual ambiente é mais fácil e confortável para o ateu viver sua opção em paz eu diria sem pestanejar que é o religioso, especialmente o cristão. A religião é quem deifica o homem, como 'filho de deus', a ciencia nos coloca em nosso devido lugar, somos só uma especie, mto limitada, q tem seus pensamentos presos a sua evolução cerebral. Agora sem duvida concordamos em uma coisa, e isso é o + importante, temos potencial p/ ir além p/ fazer o q é certo.
Concordo, a ciência cada vez mais revela nossa pequenez. Não uma pequenez indigna, mas, ao contrário, digna e capaz de observar a magnitude do universo tendo consciência e razão para estuda-la. Mas veja, se recorrermos ao princípio antrópico como uma proposta válida não somente nós estaríamos presos à nossa evolução cerebral mas toda a realidade perceptível por ela, porquanto somos até agora a única espécie que possui uma consciência para percebe-la. Pode-se afirmar - até que se prove o contrário - que os domínios ínfimos da física quântica e as grandezas incomensuráveis da astronomia somente existem porque existe uma consciência para observa-los. Ou seja, tudo o que está aí, está por nossa causa. Se desaparecermos quem dirá que existe um Universo?… Se não houver mais ser humano quem constatará a realidade das coisas? Perceba como as questões filosóficas podem, como diz você, impulsionarmos para mais além… Desculpe a demora p/ responder.
Tranqüilo, é muito bom entabular uma boa conversa. Abraço
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« Responder #13 : 28 de Agosto de 2010, 13:02 » |
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Não posso concordar. O bem estar da sociedade não pode estar em oposição ao do indivíduo. Ambos devem ser considerados. Este pensamento é temerário pois acaba por abrir possibilidades para o aborto e para a eutanásia. Nestes casos como pode a sociedade estar bem quando indivíduos seus, inocentes, são eliminados? Creio que a coisa é mais complexa. E veja que foi a religião que revestiu a vida humana (coletiva e individual) de dignidade. Se quer uma amostra de um pensamento contrário a este respeito - à parte da religião - leia Maquiavel e veja quais o valores que ele sugere para a sociedade.
Vou tentar ser mais claro, devemos ter liberdade e a individualidade p/ tomarmos nossas proprias decisões, mas só viveremos em uma sociedade mais sadia, se houver preocupação real c/ os outros individuos, se houver a compreenção de que somos uma parte do todo, é claro que isto não deve ser imposto. É o mais cristão dos pensamentos 'amar os inimigos' e no caso nem falo de inimigos falo dos semelhantes, é o conceito do cordeiro, que se sacrifica por seus irmãos, por uma decisão propria. Somente acrescentei mais um ponto, sem recompensas individuais, apenas pelo bem da sociedade ou humanidade se prefirir. Já li Maquiavel, já cursei economia, Maquiavel é um soco no estomago, ele fala do mundo real em sua epoca, sem esperanças de que as pessoas possam melhorar, se desenvolver, e dentro dessa visão pessimista ele traça o que julga ser o melhor caminho para manter o estado, é apenas um ponto de vista. Nós mudamos muito. De fato. Por isto a religião que não possui uma significação social através de obras sociais é inútil e vã. A religião cristã no império romano sempre viveu em risco para criar os hospitais e orfanatos, suprimir as crucificações e os espetáculos sangrentos das arenas. E vive até hoje. Saiba que apesar da omissão criminosa da mídia, o século vinte foi o maior em número de mártires. Aqui no Brasil vimos alguns, como a freira americana Dorothy Stang de anos atrás, por exemplo.
O problema Miguel é q todas essas coisas boas não aparecem, pq sempre lembramos que a igreja foi anexada ao imperio romano, aqueles que desejavam viver a filosofia cristã de forma pura foram excluidos e o poder centra seguiu c/ a elite romana, os mesmos erros, os mesmos crimes. A filosofia original se perdeu, foi relegada a um segundo plano, haviam (e existem) aqueles com boas intensões mas a organização estava corrompida, e hoje se tornou burocratica e dogmatica. Eu respeitaria muito mais os religiosos se vivessem um voto de pobreza real em todas as esferas da igreja, se houvesse uma dedicação total a proteção dos individuos em situação vulneravel. Vc vai me dizer que isso já é feito e que não é mostrado, q a igreja tem q cuidar das almas das pessoas... Mas para mim o foco foi perdido, e a filosofia original (por ser mto exigente) foi deixada de lado. Bem, eu não sei quanto às outras pessoas. Minha busca é pelo sentido maior da minha existência.
Bom se pegarmos somente esse comentario fica parecendo q eu sou o catolico e tu é o agnostico. Apenas ajuda se te pedirem ajuda então, pq o objetivo maior é a tua propria existencia, ñ é uma atitude mto cristã. Sei que não deve ser bem assim, mas é essa a impressão que tu estas passando. E seguimos c/ o mesmo quanto a questão das origens do cristianismo, e seu mix cultural, vc considera isso normal e bom, algo civilizatorio e que nos aproxima da 'palavra de deus'. Eu preferiria uma sociedade mais liberal e pro-ciencia, agora não posso dizer q foi unica e exclusivamente o cristianismo q atrosou nossos avanços tecnologicos em 2mil anos, minha humilde opnião é q as cabeças da epoca não estavam prontas filosoficamente falando p/ usar a ciencia como ferramenta de desenvolvimento social, algo q apenas as necessidades do fim da idade media propiciaram.
Aqui eu lhe rogo com insistência para que estude melhor a história. Não esta que é patrocinada pela mídia anti-cristã e que produz massas escravas das "respostas automáticas". Se você seguir realmente o passo da história séria, sobretudo a medieval, descobrirá que o cristianismo não somente não atrasou a ciência - como dizem os falaciosos detratores - como ao contrário, a promoveu. Não vou lhe citar fontes para não influenciar. Procure pelos precursores do método científico, da estratigrafia, da egiptologia. Pesquise quais eram os melhores astrônomos e sismólogos (porque só se fala em Galileu?). Quem foi o pai da moderna biogenética? Quem inventou os óculos? Averigue quem fundou as universidades, local onde se estudava as sete artes liberais e se promovia debates baseados na razão para se alcançar a verdade. Quem era o protetor dos universitários contra os aldeões inescrupulosos que somente lhes cobiçavam o dinheiro? Se quer realmente enxergar o mundo de hoje com clareza você precisa urgentemente retirar a lente distorcida que nos colocaram, da qual eu me livrei questionando toda esta fala uníssona contra a religião. De novo, não se trata de fé, mas antes de cidadania. Eu e você temos o direito à boa informação para fazermos um juízo correto sobre a realidade. O que vemos desfilar nos jornais, cinemas, publicações é um discurso uniforme que evidencia somente o lado negativo, não raro ampliando-o mentirosamente. Não desejo converter ninguém, apenas consegui sair da gaiola intelectual que nos impuseram e desejaria que outros lograssem este benefício. Por favor, estude, procure, vasculhe. É você quem vai ganhar. Esta afirmação de que o cristianismo atrasou a ciência não é sua, inculcaram-na nas pessoas. Não corresponde à realidade.
Bem, como eu disse eu estudei economia na UFSM, e faz parte do curso compreender o pq do surgimento da revolução industrial, e para isso devemos conhecer a idade media. Então eu entendo um pouco além daquilo q é informado no ensino medio sobre o periodo. E vou tentar refazer a minha explicação, não foi somente a igreja a responsavel pelo atraso ocorrido durante a idade media houveram diversos outros fatores sociais, economicos, ambientais e culturais. Havia mto conhecimento no periodo anterior q rivalizava c/ nosso conhecimento durante o fim da idade media, o renascimento, porém todo esse conhecimento estava nas mãos de uma pequenissima elite, q julgava q o resto do povo ou era escravo, ou era barbaro (visão greco-romana). Não havia capilaridade para o conhecimento fluir entre a sociedade, o sistema ruiu a elite se manteve pela força, pequenos avanços surgiram aonde havia maior liberdade de pensamento, era a idade media (um periodo sombrio aonde todos eram servos, uma condição pior que a escravidão) esse cenario só mudou pq houve um aumento populacional, q levou a demanda por tecnologia, ao surgimento de uma nova elite q ao contrario da velha oferecia alguma possibilidade de mudança de status social e melhoria na qualidade de vida. De forma bem, bem resumida é isso, o erro da igreja foi apoiar a velha elite de nobres, e não a burguesia. Quanto a superficialidade de nossa epoca, ela tem a ver c/ esse problema do descompasso entre nossos avanços cientificos e nossos avanços sociais (ou morais). Certamente precisamos q as pessoas discutam mais sobre ciencia, e sobre o caminho q devemos seguir, por si mesmas c/ opniões proprias e ñ o q uma religião considera certo ou errado. Infelizmente ainda ñ encontramos o melhor jeito.
Mas veja, há questões que não podem ser discutidas unicamente pelo prisma científico. Isto é muito claro. Há aspectos da vida que requerem abordagens religiosas e filosóficas. Nega-las é enclausurar-se em uma cela limitada pelo empirismo. Mas o empirismo não consegue prover todas as respostas. Ademais o que é certo e errado não é uma questão científica, pertence ao âmbito da moral e da ética, coisas às quais a ciência deve estar sujeita e nunca tentar sujeitar. Quando a ciência toma o lugar da filosofía e da religião para definir ética e moral deixamos de ser humanos e passamos à condição de cobaias.
Mas é isso q eu disse, a ciencia vive em descompasso c/ a filosofia, é preciso q as pessoas conheçam os avanços cientificos de forma mais profunda para terem suas proprias opniões morais e eticas, e ñ aceitar a opnião de uma religião seja ela qual for como a verdade. Cruel pq é indiferente, aleatoria, reconhecer a aleatoriedade dos eventos, nos leva a valorizar os individuos, cada punhado de carne e impulso eletrico conta, pq cada um pode ter uma miniscula parte de alguma resposta p/ alguma pergunta, q nos leve a viver em um mundo menos cruel. (comunismo ñ da certo pq ñ deixa as pessoas serem livres pra pensar, ñ pq ñ existe religião)
Perdão colega mas o comunismo não deu certo porque é um pensamento totalmente anti-natural. Sob o ponto de vista econômico é estúpido porque retira componentes essenciais da economia como a lei da oferta e da procura e a recompensa pelo mérito. Perverte as relações comerciais com uma ingerência tirana do estado. Do ponto de vista social trata-se da maior investida contra as bases da civilização. Se você ler o Manifesto Comunista de Marx/Engels verá que o movimento é claramente contra a religião, a família e a propriedade privada, nesta ordem. Mas estas são as bases da civilização. Já Fustell de Coullagnges em sua Cidade Antiga os aponta como condições essenciais para o desenvolvimento da nossa civilização ocidental greco-romana. Não é preciso dizer como ela prosperou muito mais que o oriente.
Marx fala de uma sociedade perfeita, e irreal, tudo nela funciona, todos os homens tem boa vontade e desejo de trabalhar, é uma utopia como a do cristão Tomas Morus (a qual eu li tb, e na epoca fiquei mto impressionado). Nunca foi posta em pratica, até pq como algo irreal seria impossivel, certamente ele atacou a igreja e a burguesia, assim como a burguesia havia atacado a igreja e a nobresa no passado, pq? Pq a igreja sempre é a favor de manter seu status quo, a sociedade havia evoluido, ñ haviam mais servos, mas os operarios ñ viviam em boas condições (sempre desejamos viver melhor) a mesma igreja q aceitou e participou dos abusos dos nobres para c/ seus servos, agora fechava os olhos p/ os abusos da burguesia sobre seus operarios trabalhando 18, 20 horas por dia, homens, mulheres crianças (crianças eram especiais pq podiam entrar dentro das maquinas p/ fazer reparos). Mas agora o povo vivia em cidades e não mais no campo, era facil se comunicar, compartilhar os sofrimentos e se unir, assim surgiram os movimentos socialistas, e aonde havia mais abusos o movimento se tornou mais radical, particularmente na Russia, o q infelizmente ñ foi algo benefico, enquanto nos EUA os sindicatos passaram a oferecer melhor qualidade de vida aos operarios, na Russia a guerra civil botou Stalin no poder (Stalin q hj sabemos era agente da policia secreta do czar) um homem q ñ entendia nda de socialismo, mas sabia mto bem como se manter no poder, implantou um sistema de servidão q era pouco diferente ao anterior. Então quando vc fala q o culto a personalidade é uma religião, eu concordo, culto a personalidade é uma invensão stalinista inspirada no nazismo, inspirado nos antigos romanos, o socialismo ñ fala em culto a um lider, ñ foi uma ideia gerada por socialistas p/ substituir a religião, foi uma ideia reciclada do nazismo por stalin, p/ se perpetuar no poder, copiada por diversos outros ditadores. Concordo, a ciência cada vez mais revela nossa pequenez. Não uma pequenez indigna, mas, ao contrário, digna e capaz de observar a magnitude do universo tendo consciência e razão para estuda-la. Mas veja, se recorrermos ao princípio antrópico como uma proposta válida não somente nós estaríamos presos à nossa evolução cerebral mas toda a realidade perceptível por ela, porquanto somos até agora a única espécie que possui uma consciência para percebe-la. Pode-se afirmar - até que se prove o contrário - que os domínios ínfimos da física quântica e as grandezas incomensuráveis da astronomia somente existem porque existe uma consciência para observa-los. Ou seja, tudo o que está aí, está por nossa causa. Se desaparecermos quem dirá que existe um Universo?… Se não houver mais ser humano quem constatará a realidade das coisas? Perceba como as questões filosóficas podem, como diz você, impulsionarmos para mais além…
Bem, para que? pq tem q haver uma causa, pq temos q testemunhar algo, pq temos q buscar algo, como diz o computador de Assimov em the last question, os dados ainda são insuficientes.
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