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Autor Tópico: (conto) A prova definitiva  (Lida 1177 vezes)
AndersonRPF
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"There must be some way out of here...


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« : 25 de Outubro de 2009, 15:53 »

Vocês me procuraram para conhecer uma historia fantástica e totalmente real, vou lhes contar o que eu vi, e lamento o fato de uma historia fantástica e totalmente real não ser tão interessante quanto vocês esperam. Vou ser direto, e não vou me deter em detalhes de coisas que eu não entendo.

Eles são aquele grupo de pessoas que pode tudo, o grupo oculto, aqueles que pensam o impensável, os que não têm limites, eles são aqueles que ficaram com toda a fortuna que você e todos os historiadores não sabe para onde foi. Eles são também homens de fé, e como homens de fé gastam seu dinheiro na evangelização, e não em prazeres pessoais como você deve ter achado e eu achava.

O que eu quero dizer é que eles já botaram muito dinheiro nas idéias mais bizarras e estranhas que você possa imaginar, todo esse dinheiro foi posto na tentativa de obter uma prova, uma prova que os levaria a obter seu principal objetivo. Fazer com que todas as pessoas do mundo acreditem em sua fé, e desta forma salvar o mundo. Pelo menos foi assim que me convidaram a trabalhar com eles.

O fato é que quando eu era um empregado deles, alguns anos atrás, eles estavam gastando um orçamento equivalente ao do exercito americano para a construção de uma maquina, talvez isso te de uma idéia de o quanto eles estavam focados em seus objetivos, e  como dinheiro realmente não era um problema.

Era através dessa maquina que eles obteriam sua tão sonhada prova. Eu não sou físico não sei como essa coisa funcionava, e mesmo que eu fosse, mesmo que eu tentasse te explicar, você não entenderia. Alias se você pudesse ver ela não acharia muito interessante, eu não achei, até uma geladeira moderna parece mais interessante que aquela coisa.

É engraçado pensando agora. Havia todo aquele batalhão de doutores que construíram a maquina, lidando com equações exóticas, e do outro lado, para achar um piloto adequado eles só precisaram de mim.

Eu sou aquele tipo de cara que não precisa de mais do que 15 minutos conversando com uma pessoa para entender ela, por isso eu costumo dizer que o ser humano é muito simples, e previsível, só é supervalorizado. Eu gosto de maquinas, e vejo a mente como uma maquina, as pessoas são escravas de certos padrões comportamentais, só não sabem disso.

Bem, o garoto que eu encontrei andando por Paris era o candidato ideal, tipo físico, idade, alguém que você deixaria entrar em sua casa, alguém que transpirava confiança, não foi muito difícil achar ele. Por isso eu te digo, as pessoas são simples, como as maquinas são, quando se entende as regras que criaram elas, deixam de serem monstros mágicos, acredite você ou não.

Gianni não tinha mais família, estava sozinho, era um cara honesto, precisava de apoio para superar a dor da perda, não ia se meter em confusão, um homem sozinho precisa da atenção de todos para compensar sua solidão.

Um homem sozinho tem de escolher entre dois caminhos, nunca errar e ser amado, respeitado e admirado. Ou o outro caminho, errar, ser cruel, ser odiado e temido, punindo os outros por não sentirem sua dor. Eu escolhi Gianni para ser o piloto pois me pediram um homem que nunca errasse. Ou pelo menos que não errasse quanto à missão.

Eu não sei como aqueles doutores conseguiram enfiar tantas línguas mortas na cabeça do garoto, até eu aprendi a difamar o império romano em aramaico. O negocio é que ele tinha 22 anos quando começamos o treinamento para ele se tornar o piloto, depois de 9 anos ele sabia tudo sobre o 1º século da era cristã, O garoto havia se tornado um homem do 1º século, e estava pronto para viajar até lá, uma viagem só de ida.

Qual era sua missão?

Documentar a vida de Jesus, registrar e armazenar a documentação de forma que ela durasse pelo menos 2000 anos, não interferir na realidade, viver isolado dos outros humanos após a ressurreição, e morrer feliz com a certeza de ser um herói no século XXI. Simples não é.

Eu gostava do garoto, vi ele entrando na maquina, vi ligarem a maquina, vi a maquina vazia, tudo seguiu igual, nenhum registro foi achado. Eles ficaram muito decepcionados, mas devem ter algum outro plano maluco sendo executado nesse momento.

Fim da historia. Lamento se não era o que você esperava.

Carta do professor e detetive L. Faurisson, a Revista Farol do Amanhã





Diário do Piloto – 1º dia

Forte dor de cabeça, sangramento nasal. Estou vivo, nenhum sinal de dano físico (2 pernas, 2 braços, e nos lugares certos), pela aparência da vegetação estou no lugar certo, embora não aja nenhum sinal de outras pessoas, espero não terem me mandado para a época dos dinossauros.


Diário do Piloto – 8º dia


Estou cansado, há pouca caça nesta região, felizmente os animais e plantas são os mesmos da Palestina na época em que eu deveria ter chegado, ao observar o céu à noite também percebo que deve ser a época correta. Ainda não encontrei nenhum ser humano, escrever no diário é uma forma de manter minha esperança.
« Última modificação: 11 de Novembro de 2009, 21:01 por Viajante » Registrado

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« Responder #1 : 11 de Novembro de 2009, 20:49 »

Diário do Piloto – 14º dia

Encontrei uma espécie de caravana de artesãos (a solidão estava me incomodando, embora eu saiba que nunca mais verei multidões como as que vi em Paris, Nova York e Londres, desejo ver Roma quando a missão acabar). O líder se chama José, lhe contei ter sido atacado por ladrões, ele é um entusiasta de maquinas e moveis trabalhados em madeira e por estes assuntos se desenrolou nossa conversa.

Não lhe disse meu verdadeiro nome, quando ele me disse que eu sou parecido com um amigo que já faleceu há muito tempo, eu lhe disse ter o mesmo nome de seu amigo, na tentativa de gerar um vinculo entre nós (aparentemente obtive o resultado esperado).
« Última modificação: 11 de Novembro de 2009, 20:59 por Viajante » Registrado

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« Responder #2 : 11 de Novembro de 2009, 20:50 »

Diário do Piloto – 15º dia

Descobri que estou 10 anos adiantado para minha missão (é bastante tempo, devo cuidar da minha saúde), me comprometi a ajudar José, ou seja trabalhar com ele na elaboração de maquinas e outros dispositivos, ele tem uma espécie de ‘contrato’ com os sábios do templo, para fabricação de seus moveis, pelo pouco que ele me explicou (Ele não confia muito em mim, sempre me perguntando coisas, testando minhas respostas, para ver se elas não entram em contradição).
« Última modificação: 11 de Novembro de 2009, 20:58 por Viajante » Registrado

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« Responder #3 : 11 de Novembro de 2009, 20:50 »

Diário do Piloto – 32º dia

José me acolheu em sua casa (que é também sua oficina de trabalho), é um homem bastante pratico, percebo que sua hospitalidade é igual a sua necessidade de minhas habilidades ‘únicas’ como artesão, não me sinto seguro para lhe contar minha verdadeira historia, ele não me parece um homem de fé. Demonstra grande desprezo pelos sacerdotes do templo, superado apenas pelo seu ódio para com os romanos.

Perdeu sua família assim como eu (pelo que tem me falado de sua vida pessoal, não vou encher o diário com historias humanas que são comuns a todos os tempos, este não é o objetivo), talvez devido a esta perda ele acolha aqueles que não tem família, para que possam trabalhar e viver com ele.

« Última modificação: 11 de Novembro de 2009, 21:04 por Viajante » Registrado

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« Responder #4 : 14 de Novembro de 2009, 10:11 »

Putz.... Benites??
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« Responder #5 : 14 de Novembro de 2009, 10:36 »

Putz.... Benites??

Não cheguei a ler Benites, é claro q n tem como fugir e fazer algo totalmente novo, mas eu garanto q no final o conto ñ é só uma versão seria de terminator jesus. http://www.youtube.com/watch?v=JQ3YmOqXcZA rsrsrsrs
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« Responder #6 : 14 de Novembro de 2009, 10:42 »

Diário do Piloto – 72º dia

Eu e José andávamos sozinhos pelas ruas (sem seus demais ajudantes que normalmente o acompanham) estamos nos tornando bons amigos. Havia uma jovem moça sendo espancada em uma rua escura, eu nocauteei os dois agressores com facilidade (José ficou impressionado com minhas técnicas de defesa pessoal) levamos a moça até nossa casa, lá ninguém poderá feri-la.
Não posso bancar o herói chamaria muito atenção, devo viver com descrição, felizmente não é tão difícil viver com descrição quando se é protegido do engenheiro dos sacerdotes José.

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« Responder #7 : 14 de Novembro de 2009, 14:40 »

Putz.... Benites??

Não cheguei a ler Benites, é claro q n tem como fugir e fazer algo totalmente novo, mas eu garanto q no final o conto ñ é só uma versão seria de terminator jesus. http://www.youtube.com/watch?v=JQ3YmOqXcZA rsrsrsrs
Olha, Benitez é um escritor criativo, só não é muito honesto...
Voce está escrevendo um conto, não está empurrando uma estória como história...
Parabéns, você tambem é criativo e o conto tá legal... to acompanhando!
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« Responder #8 : 18 de Novembro de 2009, 16:51 »

Diário do Piloto – 78º dia

Eu descido contar a José a minha história (ele é um homem esperto, não me manterá sobre sua proteção se eu não for sincero com ele), ele fica impressionado ao saber que, nas palavras dele:
Um homem sozinho vencerá o império romano, e criará um mundo onde os judeus e os outros povos acreditaram no mesmo deus (Não tenho certeza se ele acredita em mim). A moça se recupera bem, acredito que ficará conosco, não deve ter aonde ir de qualquer forma. (Devo escrever menos sobre minhas experiências pessoais e mais sobre os fatos históricos, se não quando for transcrever as informações deste caderno para a memória definitiva, terei um “A vida de Gianni” ao invés de “A vida de Cristo”).
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« Responder #9 : 22 de Novembro de 2009, 15:40 »

Diário do Piloto – 80º dia

José me fala sobre todo seu ódio ao império romano, ele me diz que eu faço ressurgir nele a fé em deus de uma forma que nenhum sacerdote do templo poderia fazer. Fico feliz que ele esteja acreditando em mim (embora não da forma que eu esperava), ele é um homem influente poderá me ajudar bastante a guardar os registros da vida de Jesus, na montanha que escolhemos, mas só lhe falarei sobre isso quando confiar 100% nele, o que levara um bom tempo.
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« Responder #10 : 24 de Novembro de 2009, 19:17 »

Diário do Piloto – 93º dia

Já me sinto bem adaptado a realidade local, embora a comida seja horrível para mim, ando pelas ruas conhecendo os lugares, tentando me conectar a esse mundo.
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« Responder #11 : 27 de Novembro de 2009, 20:59 »

Eu quero tentar fazer um registro para o futuro, das coisas que eu escutei deste homem, que dizia se chamar Gabriel, Gabriel morreu ontem em meus braços, 4 meses após eu ter conhecido ele, eu o encontrei ferido de morte, pelos homens dos quais ele havia salvado a jovem Maria, homens que eu persegui e matei com minhas próprias mãos. A vocês que mandaram ele para cá, eu duvido que estas escritas cheguem ou durem 200 ou 2000 anos, mas não posso deixar de tentar de alguma forma enviar esta mensagem. Infelizmente Gabriel não me disse como registraria a vida do tal Jesus.

Eu garanto a vocês que ele morreu comprometido com sua missão, morreu me pedindo para encontrar Jesus, e provar ao mundo que Jesus existiu, ele me disse que só assim haveria menos dor no mundo, só assim os judeus venceriam Roma, não apenas os judeus mas todos aqueles que sofrem sobre o jugo romano.

Eu não sou um homem de fé, sou um artesão que faz maquinas que dão poderes mágicos aos ditos sábios do templo, em 5 ou 6 meses Maria dará a luz a um bebe, o pai é um dos homens que matei, se nascer uma menina nada poderei fazer além de tentar evitar que ela sofra o que a mãe sofreu, se nascer um menino, eu tornarei a historia de meu amigo real, e não haverá mais dor no mundo.

Meu nome é José, eu sou o criador de Jesus, talvez um homem bem treinado possa mudar o mundo.
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« Responder #12 : 27 de Novembro de 2009, 21:00 »

E assim termina nosso conto de natal. Sorriso forçado
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« Responder #13 : 02 de Dezembro de 2009, 13:09 »

através de metáforas os contos fantásticos dão sentido as coisas inexplicáveis que fazem parte da miséria humana.
meu natal foi "abensoado" por está história, muito boa!! Sorridente
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« Responder #14 : 02 de Dezembro de 2009, 22:44 »

Gostaria de ter mais tempo pra aprofundar mais o conto e a complexidade dos personagens, mas acho q ficou +-.
Pelo menos é o melhor que eu consigo, s/ fazer uma pesquisa seria sobre o periodo descrito.
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